Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Ventor observa o Passado

caminhando pela História

O Ventor observa o Passado

caminhando pela História

krak-of-chevaliers-1078528_960_720.jpg


O Crack des Chevaliers, na Síria, que já enfrentou tudo, até o Dayesh. Foi também conhecido como a Fortaleza dos Curdos (os primeiros a constuílo) e só no século XIX, passou a ser conhecido como Fortaleza dos Cavaleiros



O Ventor saiu das trevas ... para caminhar entre as estrelas. Ele sonha, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continua a ser belo. Ele vai ao encontro do Sol, tal como o vexilóide de Alexandre o Magno


? Bem, depois ... vamos caminhando!


Adrão e o Ventor
Caminhando por aí
Ventor e a África
O Cantinho do Ventor
Planeta Azul
A Grande Caminhada
A Arrelia do Quico
Os Amigos do Quico
Fotoblog do Quico
Fotoblog do Ventor
Fotoblog de Flores
Rádio Ventor
Pilantras com o Ventor
Fotoblog do Pilantras
Montanhas Lindas
Os Filhos do Sol
As Belezas do Ventor
Ventor entre as Flores

20.07.12

A Primeira Cruzada


Ventor e Quico

A primeira cruzada teve origem num pedido de ajuda do então Imperador de Constantinopla ou do Império Bizantino, de nome Aleixo I Comneno, que enviou uma embaixada ao Concílio de Placência que decorreu de 1 a 5 de Março de 1095 a pedir ajuda ao Papa Urbano II.

O império Bizantino ia lutando em todas as frentes, vencendo e perdendo batalhas nas suas fronteiras e, perdida a cidade de Niceia para os turcos Seljúcidas, o Imperador Aleixo apercebeu-se que só com a ajuda de mercenários enviados do Ocidente, via o Papado, poderia enfrentar os seljúcidas.

 

 
Imperador Aleixo I Comneno
 
O Papa Urbano II, não perdeu tempo e inaugurou um concílio em Clermont onde prometeu indulgência a todos os que fossem levados a lutar contra os infiéis e morressem a libertar a cidade de Jerusalém. Todos os que morressem na luta pela libertação da Terra Santa, teriam um lugar no Reino do Céu. Urbano II foi, então aclamado por toda a multidão presente nesse concílio e, a partir daí, iniciou-se uma mobilização para levar a luta contra todos os pagões e, mais especialmente contra os muçulmanos.
Porém, os judeus foram os primeiros a pagar a factura do paganismo sendo perseguidos até à morte em várias regiões da Europa.
 
Logo após o Concílio de Clermont, multidões de cruzados populares iniciaram a sua partida para Constantinopla dirigidos por Pedro o Eremita e o cavaleiro Gualtério Sem-Haveres, uns meses antes da Cruzada dos nobres, tinham partido para Constantinopla constituindo cerca de 40.000 peregrinos, de onde seguiram, via Anatólia, para conquistar a Terra Santa mas começaram a ser chacinados pelos turcos seljúcidas, logo que atravessaram o Bósforo.
 
 
Os nobres cavaleiros
 
 
Os nobres franceses e outros, iniciaram os seus preparativos para rumarem à Terra Santa, via Constantinopla. Os seus preparativos terão levado mais tempo do que os cruzados populares pois tudo seria mais planificado para uma estratégia vencedora. 
Assim, Godofredo de Bulhão, partiu acompanhado por um exército da Lorena, pelos seus irmãos, Balduino de Bolonha, Eustâcio III de Bolonha e, por Roberto II da Flandres e os seus flamengos;
Raimundo IV de Tolosa, partiu acompanhado pelos cavaleiros da Provença;
Roberto II da Normandia, irmão do rei da Inglaterra e Estevão de Blois, neto de Guilherme I de Inglaterra, partiram acompanhados por um contingente formado por indivíduos do norte da França;
Hugo I de Vermandois, irmão de Filipe I da França, partiu como o portador do estandarte papal;
Boemundo de Taranto, líder dos normandos do sul da Itália, velho inimigo do império de Bizâncio também partiu rumo a Constantinopla.
 
Foi a chamada cruzada dos nobres, dos cavaleiros ou dos barões que conseguiram organizar forças militares com cerca de 35.000 homens, 5.000 dos quais cavaleiros e demais acompanhantes, num total de cerca de 60.000 homens e mulheres, contando com os cruzados populares. Muitos destes nobres levavam familiares!
 
À chegada a Constantinopla de mais uma trupe de milhares de pessoas, o imperador que já havia encaminhado as cruzadas populares do Pedro o Eremita, para a Anatólia, onde terão sido chacinados pelos turcos seljúcidas, recebe desta vez os comandantes nobres que encabeçavam as cruzadas e faz uma negociata com eles de lhes fornecer alimentos, desde que eles entregassem ao Imperador todas as terras que fossem conquistadas do lado de lá do Bósforo. 
 
 
 Os cruzados lá seguiram, corpo às armas feito e dirigiram-se para Niceia que cercaram
 
Cercada Niceia, que se encontrava em poder dos turcos seljúcidas e deu origem ao pedido de ajuda de Constantinopla ao Papa Urbano II, acabou por cair nas mãos das forças de Constantinopla pois os turcos seljúcidas preferiram negociar com as forças do Imperador do que com os cruzados. Uma bela manhã, os cruzados ergueram a cabeça e o estandarte imperial flutuava ao vento nas torres do castelo de Niceia. Lá seguiram com o fito de atingir os seus objectivos: alcançar Jerusalém e conquistar a cidade para a cristandade!
Mas ia tornar-se difícil atravessar a Anatólia como veremos a seguir.
 


Caminhadas do Ventor, por Trilhos de Sonhos e de Ralidades, cujas histórias contou ao Quico e o Quico contou-as, para vós, brincando. Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... como o deus nórdico Freyr e o seu javali Gullinbursti, entre outos

16.07.12

Tempestadas Polítici-Religiosas ...


Ventor e Quico

... como na Primeira Cruzada!

Existia pelas estepes da Ásia Central, uma tribo de nómadas cujo chefe, de nome Seljuque, os orientou por volta de 900, ali pelas zonas onde hoje fica uma ex-república soviética que se chama Uzbequistão, hoje um estado independente.

Alguns desses guerreiros nómadas foram-se deslocando para oeste à procura de melhores territórios.

Cerca de século e meio depois 1070, Alp Arstan, conduziu a tribo até à Arménia onde foi atacada pelo imperador bizantino Romano IV Diógenes, que acabou derrotado pelos Seljúcidas na batalha de Manzikert ou Malazgirt, próximo do lago Van, junto da fronteira com o Irão que, após essa vitória, permaneceram em grande parte do território da Anatólia, hoje Turquia.

Esta batalha terminou com o poder de Bizânco na Ásia Menor e os turcos seljúcidas fundaram um império que foi precursor do império Otomano e em 1078, sob o comando de Xá Malic, conquistaram Jerusalém.

Foi devido à tomada de Jerusalém que a cristandade reagiu e planeou as Cruzadas para voltar a recuperar a Cidade Santa. Um dos erros do turcos Seljúcidas terá sido a destruirão da Igreja do Santo sepulcro.

 
Planta da cidade de Constantinopla

 


As Muralhas de Constantinopla ou Bizâncio

Mas, enquanto as guerras bizantino-árabes prosseguiram entre os séculos VII e XII, a Europa de bizâncio, de Roma e da Península Ibérica tornaram-se uma caldeirada de lutas político-religiosas que se expandiram para o Médio Oriente, com os ataques das Cruzadas que foram levadas a atravessar a Europa até Bizâncio, Constantinopla, rumo a Jerusalém que passou a ser a chave de todas as guerras e passou a ser conhecida como o Reino dos Céus.

O ataque das Cruzadas, deveu-se a um pedido de ajuda do Imperador de Bizâncio, Aleixo I Comeno, ao Papa de Roma, na guerra contra os Seljúcidas que haviam tomado a cidade de Niceia na parte ocidental da Anatólia.

Foi assim que tudo fez começar a sangrenta luta das Cruzadas!

 
Constantinopla no fim do Período Bizantino
 
As Muralhas de Constantinopla tinham uma extensão de 22 km e eram constituídas por 96 torres com 18 a 20 metros de altura a cerca de 55 metros de intervalos e eram complementadas por um fosso com cerca de 20 metros de largura e 10 metros de profundiddade.
 


Caminhadas do Ventor, por Trilhos de Sonhos e de Ralidades, cujas histórias contou ao Quico e o Quico contou-as, para vós, brincando. Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... como o deus nórdico Freyr e o seu javali Gullinbursti, entre outos

Pág. 1/2