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O Ventor observa o Passado

caminhando pela História

O Ventor observa o Passado

caminhando pela História

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O Crack des Chevaliers, na Síria, que já enfrentou tudo, até o Dayesh. Foi também conhecido como a Fortaleza dos Curdos (os primeiros a constuílo) e só no século XIX, passou a ser conhecido como Fortaleza dos Cavaleiros



O Ventor saiu das trevas ... para caminhar entre as estrelas. Ele sonha, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continua a ser belo. Ele vai ao encontro do Sol, tal como o vexilóide de Alexandre o Magno


? Bem, depois ... vamos caminhando!


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15.06.11

A Biblioteca de Alexandria


Ventor e Quico

A nova Biblioteca de Alexandria foi uma obra de sonhadores modernos que, há mais de dois milénios, outros sonhadores tinham levado a cabo e, ainda outros, com o tempo, por vias enviesadas, foram destruindo através dos tempos, por vários motivos, normalmente guerras e tudo que lhe está associado.

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Alexandria, no Egipto

Por isso, hoje, recordando Alexandria, volto a recordar Alexandre Magno e sobre o que nos deixou de herança - a Cultura Helenística

Foi ele que mandou edificar a “bela ninfa das águas” a que deram o nome de Alexandria, em sua honra, a pérola brilhante do Mediterrâneo que irradiou a sua cultura e herança para todo o mundo. Por isso, falando de Alexandre, tenho de falar de Alexandria e falando de Alexandria, tenho, sempre, de falar de Alexandre, o Grande.

Quando Alexandre observava o Delta do Nilo e as suas potencialidades, ia caminhando e imaginando como levar avante tudo o que sonhava para as gentes dos faraós, então submetidas ao império persa. As notícias militares que vinham dos lados persas não permitiram que Alexandre ficasse muito tempo pelos lados do Nilo, nem pela Alexandria dos seus sonhos. Ele sabia que Dario continuava com os seus Sátrapas, fugidos, a reorganizar um poderoso exército para enfrentar Alexandre, os seus macedónios e restantes gregos, mais uma vez, e expulsá-lo para bem longe daquilo que considerava as suas costas ocidentais e todos os seus domínios, como o Egipto.

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O livro dos mortos, dos velhos faraós

Esta cidade, Alexandria, "a bela ninfa das águas", assim lhe chamaram com o tempo, foi grande e é ainda hoje a segunda maior cidade e principal porto do Egipto e foi construída pelo arquitecto grego, Dinocrates, em 332-331 AC ao lado de uma velha aldeia de pescadores egípcios, chamada Rhakotis, por ordens do meu amigo Alexandre, o Grande!

Alexandre era mesmo grande e, como já vos disse, no meu espírito, tive o privilégio de o conhecer, bem como de ter acompanhado todo o processo e maneira como esta cidade imortalizou o seu nome. Rapidamente floresceu e tornou-se numa metrópole cultural, intelectual, política e económica e essas evidências ainda hoje podemos notar, por estar encalhada entre o mar Mediterrâneo e o interland egípcio que, para além das duas actuais auto-estradas, tem ainda, como sempre teve, a grande via do Nilo, rumo ao interior.

Com o tempo, Alexandria tornou-se na capital renovada dos Ptolomeus, com numerosos monumentos como a sua famosa Grande Biblioteca e o grande Farol de Alexandria construído em 280 A.C., uma das sete maravilhas do mundo (segundo Antípatro de Sídon, poeta que as classificou, no mundo que então conhecia. Nessa altura, ele desconhecia outras potenciais maravilhas, como, por ex:, a muralha da China, entre outras). Esse Farol tinha uma grande importância, mais como ponto de referência da cultura mundial que, propriamente, como ponto de orientação dos barcos rumo a bom porto. Caminhando nos séculos gregos e romanos, nada do mundo antigo faltava a Alexandria, sobre a qual caminharam os potentados de várias civilizações, além dos gregos e romanos, que por lá deixarem colunas como a de Pompeu, estádios, templos, ... etç. 

Mais tarde, a influência grega foi substituida pelos romanos, e deu-se uma volta trágica com o aparecimento de Júlio César, Marco António e Octávio Augusto na vida dos egípcios e, especialmente, de Cleópatra, a co-rainha do Egipto, com seu irmão Ptolomeu.
Alexandria situa-se, desde os tempos de Alexandre Magno, no noroeste do Delta do Nilo e estende-se ao longo de uma estreita faixa de terra, entre o Mar Mediterrâneo e o Lago Mareotis. Está, actualmente, ligada ao Cairo pelas duas maiores auto-estradas egípcias e uma linha de caminho de ferro.
É uma das mais notáveis estâncias turísticas do Médio Oriente porque, por ali, os invernos são temperados e as sua praias, com areias brancas e magníficos cenários, expandem-se por cerca de 140 kms ao longo do Mar Mediterrâneo, desde Abu-Qir, no Leste, até Al-Alamein (alguém se lembra? Um nome inesquecível das batalhas da 2ª Guerra Mundial, no Norte de África, entre Romel e Montgomery) e Sidi Abdul Rahman, no oeste.

Após a morte de Alexandre, ninguém reclamou, oficialmente, o seu Império e todo aquele grande território se tornou num campo de lutas intestinas pelo poder e pelo seu domínio, acabando por ser espartilhado entre os seus vários generais. O Egipto, a velha terra dos faraós, foi entregue àquele que dizem ter sido o mais esperto deles todos – Ptolomeu.

Ptolomeu era Macedónio, por nascimento, mas testemunhou o nascimento de Alexandria e fez dela a capital cultural e intelectual do seu novo mundo, sem Alexandre. Ptolomeu governou o Egipto desde 323 a 304 AC (19 anos), e expandiu o seu reino incluindo nele, a Cirenaica (actual Líbia), a Palestina, Chipre e outras terras. Nos seus títulos reais incluiu o de King Soter ( Rei Sábio) e Faraó.
 

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Ptolomeu conversa na velha biblioteca de Alexandria com os 72 sábios judeus que traduzem a bíblia para a biblioteca

Sob o Reino de Soter, caminhou-se, então, na idade de ouro de Alexandria, a nova Capital do Egipto. Houve uma dinastia de Ptolomeus até à nossa conhecida e famosa Cleóptra, a rainha linda (como reza a história), disputada, como uma jóia, por César e por Marco António.

Com o caminhar dos séculos, Alexandria, para além de centro de cultura, tornou-se num grande entreposto comercial, entre as várias civilizações do mediterrâneo e os egípcios. Mas as margens do Mediterrâneo, foram sempre áreas de disputas comerciais, culturais e religiosas e o Egipto não foi excepção. Por motivos bélicos e religiosos, além da ganância dos homens, a Biblioteca de Alexandria, foi pilhada e incendiada várias vezes, acabando por sumir por séculos.

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 No interior da velha e moderna Biblioteca de Alexandria

Em 1974, começaram, alguns ilustres deste mundo moderno, a sonhar com a reconstrução, em termos modernos, de uma nova Biblioteca, em Alexandria, obra que foi levada a cabo, mais tarde, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e pelo estado egípcio e custou cerca de 200 milhões de dólares. Levou sete anos a construir e foi inaugurada em 2002 com cerca de 400.000 livros.

Foi também angariada uma biblioteca cibernética com um grande sistema de computadores que permitem ainda, acesso a outras famosas bibliotecas da actualidade. Estão ainda guardados nesta biblioteca, 10.000 livros raros, 100.000 manuscritos famosos, 300.000 títulos de publicações periódicas, 200.000 cassetes áudio e 50.000 vídeos.

Podem trabalhar, na nova Biblioteca de Alexandria, 3.500 investigadores, em 200 salas de estudo. Nas caves do edifício, há espaço para 8 milhões de volumes. Existem também espaços reservados para salas de conferências, salas de exposições, bibliotecas para cegos e um planetário, além de laboratórios, um museu de ciências e outro de caligrafia.

A principal sala de leitura tem 20.000 m2.

O objectivo deste post é espevitar alguém para estas curiosidades do nosso mundo que tantas vezes nos passam à margem. 


Caminhadas do Ventor, por Trilhos de Sonhos e de Ralidades, cujas histórias contou ao Quico e o Quico contou-as, para vós, brincando. Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... como o deus nórdico Freyr e o seu javali Gullinbursti, entre outos