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O Ventor observa o Passado

caminhando pela História

O Ventor observa o Passado

caminhando pela História

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O Crack des Chevaliers, na Síria, que já enfrentou tudo, até o Dayesh. Foi também conhecido como a Fortaleza dos Curdos (os primeiros a constuílo) e só no século XIX, passou a ser conhecido como Fortaleza dos Cavaleiros



O Ventor saiu das trevas ... para caminhar entre as estrelas. Ele sonha, caminhando, que as estrelas ainda brilham no céu, que o nosso amigo Apolo ainda nos dá luz e que o nosso mundo continua a ser belo. Ele vai ao encontro do Sol, tal como o vexilóide de Alexandre o Magno


? Bem, depois ... vamos caminhando!


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26.11.10

O Cativeiro de Babilónia


Ventor e Quico

Durante as guerras de Nabuco com o reino de Judá, houve duas deportações de judeus para Babilónia.

A primeira deportação foi levada a efeito quando da rendição voluntária do rei Joaquim, de Judá, em 598 A.C., para evitar a destruição da cidade de Jerusalém e do seu Templo. Mas, por razões várias, especialmente a insubordinação dos judeus à tirania babilónica, de Nabucodonosor, este, cerca de 11 anos depois, voltou a cercar Jerusalém (587 A.C.) e, ao fim de 18 meses de cerco, tomou a cidade, que arrasou e destruiu o seu Templo, deportando mais judeus para Babilónia. Assim, os judeus ficaram cativos, em Babilónia, entre 48 a 60 anos. Os primeiros deportados na rendição do Rei Joaquim ficaram cativos dos babilónios, 60 anos e os segundos deportados quando da destruição de Jerusalém e do Templo, cerca de 48 anos.

Mas eis que, o Senhor da Esfera fez nascer uma criança iluminada, lá pelo planalto iraniano!

Podia ser assim! O Senhor ordenar a Ciro a libertação dos espezinhados!

Foram as vozes dos anjos que levaram a boa nova desde o Eufrates ao Jordão e, mais tarde, essas vozes, embrenharam-se nas pétalas das flores que, levadas pelos ventos e semeadas pelas correntes dos rios e dos mares, sopradas pelo bafo de Eolos e iluminadas pela luz e sabedoria do meu amigo Apolo, correram todo o mundo até o meu amigo Verdi as recordar na sua música, procurando, também com elas, recordar aos italianos que, deveriam juntar-se na saga da sua luta contra os austríacos, os seus "babilónios". Esta música pode ser, em todo mundo, uma mensagem contra todas as tiranias.

O avô dessa criança, o rei dos Medos, teve um sonho e os sacerdotes, seus concelheiros, lhe disseram que iria ter um neto que tomaria o lugar de rei dos medos e todo o mundo, em redor. Mas o rei não queria um neto que os augúrios lhe diziam viria a ter mais poder do que ele. Por isso, Astiages, rei dos Medos e avô de Ciro II, o Grande, entregou o seu neto ao seu mordomo Harpago e ordenou-lhe que o levasse e o matasse nas montanhas.

Harpago, ao observar a criança, concluiu que era muito linda e achou disparatada a ordem do seu rei. Por isso, em vez de matar a criança, deu-a a um pastor para tomar conta dela. Mas Astiages acabou por descobrir a traição! Por isso, mandou matar o filho de Harpago e deu-lho a comer num jantar e Harpago apenas teve conhecimento do que fora o seu jantar quando, no fim, lhe entregaram a cabeça do filho numa bandeja.

O túmulo de Ciro II, o Grande, em Persagade, fundador do Império Persa, libertador do povo judeu do Cativeiro de Babilónia - foto tirada da Wikipédia, da autoria de Truth Seeker 

 Como é bela a terra que foi de Ciro. Beautiful Iran

Entretanto, Ciro tornou-se rei dos persas e, Harpago liderou uma revolta que derrotou Astiages e o levou prisioneiro perante Ciro II. Ciro perdoou a vida ao seu avô (terá tido a mesma atitude que César teve mais tarde quando disse: "longa vida aos meus inimigos para que assistam de pé à minha vitória"! Por isso, Ciro perdoou a vida do avô mas avançou sobre o reino dos medos e tomou Ecbatna, a sua capital, arrastando com ela todo o território da Média. De seguida virou-se para os inimigos dos medos, tomou o Reino da Lídia, e todo o território até ao Turquestão de hoje. Por fim, preparou tudo para tomar o Reino de Babilónia e conseguiu-o.

Ide, reconstruide Jerusalém e o vosso Templo

Ciro tinha uma missão atribuída pelo Senhor da Esfera. Tomar Babilónia e libertar os escravos judeus. Assim, em 539 A.C., Ciro tomou o Reino de Babilónia e em 537, dois anos depois, ordenou que os judeus fossem autorizados a regressar à sua terra e reconstruir o seu Templo.

Assim, Ciro ficou com dois povos agradecidos pela sua atitude, o Reino de Judá e os Fenícios que sempre lhe agradeceram terem tomado Babilónia o que permitiu aos fenícios viverem em paz. Como os fenícios tinham uma boa força naval para a época, essa força esteve sempre ao serviço dos persas até que o meu amigo Alexandre lhe pôs termo, cerca de 200 anos depois.

Ciro, o Grande, morreu numa batalha contra os Massagetas, um povo persa que tinha os seus pousios entre o mar Cáspio e o mar Aral, sucedendo-lhe seu filho Cambises do qual falaremos, por aqui, mais tarde.

O que nos ficou de Ciro II, o Grande, foi a conquista do neo-Império Babilónico, a libertação dos judeus, a unificação dos povos persas e medos, a tolerância religiosa, a permissão de que fossem os príncipes locais a administrarem os seus povos e não permitir que os poderosos escravizassem seus súbditos.

Agora, com Cambises, Xerxes e Dario, vêm aí as guerras persas contra a Grécia. 


Caminhadas do Ventor, por Trilhos de Sonhos e de Ralidades, cujas histórias contou ao Quico e o Quico contou-as, para vós, brincando. Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... como o deus nórdico Freyr e o seu javali Gullinbursti, entre outos

17.11.10

Nabuco


Ventor e Quico

Mais uma história que o Ventor contou ao Quico.

Nabuco, foi assim que Verdi lhe chamou, era filho de Nabopolassar, velho amigo do Ventor e ficou conhecido na história por Nabucodonosor II o 2º Rei do Neo-Império Babilónico (reconstituído por Nabopolassar). Disse o Ventor ao Quico e ele assim escreveu:

 

Nabuco

«Nabucodonosor II, sucedeu a Nabopolassar, seu pai e governou os destinos da bela cidade de Babilónia e seu império, durante 43 anos, entre 604 A.C. e 562 A.C.. Ele sucedeu a seu pai, Nabopolassar, e começou logo a sofrer duma doença conhecida, em todo o mundo, como megalomania.

Não gostava dos judeus e lembrou-se de alargar o império Babilónico, herdado de seu pai, Nabopolassar, amigo do Ventor que, anos antes, se havia revoltado contra o rei Assírio com a ajuda do Ventor e de outros.

Uma moeda babilónica com a representação de Nabucodonodor II, tirada da Wikipédia 

Nabucodonosor II, é o mais conhecido governante do Império Neo-Babilónico. Fez um tratado com o Rei da Média, Ciáxares, velho amigo de seu pai, no qual estava previsto o seu casamento com sua filha Amitis, princesa dos Medos, realizado em 612 A.C..

Depois de considerar, em segurança, a sua retaguarda, reforçada pelos Medos, decidiu alargar as suas fronteiras, em direcção do Egipto e decidira destruir o estado tampão de Israel, bem como tudo que encontrasse pela frente. Mas foi a conquista do Reino de Judá que tornou o Rei Nabucudonosor famoso, devido à destruição de Jerusalém e do seu Templo, em 587 A.C..

Mas Nabucodonosor ficou também famoso pelas suas construções levadas a cabo na velha cidade de Babilónia, entre elas, os seus Jardins Suspensos, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

 Os jardins suspensos de Babilónia, construídos por Nabucodonosor II (um desenho imaginativo tirado da Wikipédia)

Esses jardins terão sido construídos para consolar Amitis a esposa meda de Nabucodonosor II (filha de Ciáxares) que, segundo alguns amigos do Ventor lhe disseram, então, vivia com saudades da sua terra, dos seus campos e florestas. O Ventor nunca acompanhou muito bem o reinado de Nabuco, porque ele era diferente de seu pai Nabopolassar que, apesar de se revoltar contra os assírios e ter travado várias batalhas em defesa da velha Babilónia, era um homem com tendências de paz, coisa que Nabucodonosor não sabia o que era. Nabuco, era um rei com tendências sanguinárias e obcecado pela destruição do velho Templo de Salomão, o que conseguiu.

Fora isso, ele transformou a velha cidade de Babilónia, na rainha do Oriente, um belo centro cultural, comercial e, talvez, na linguagem de hoje, um grande centro financeiro do mundo do seu tempo.

Entre as suas grandes construções arquitectónicas, além dos Jardins Suspensos, construiu um canal de defesa a ligar os rios Tigre e Eufrates, a 40 kms de Babilónia, cercado por um muro em toda a sua extensão - o Muro dos Medas, cercou Babilónia por um sistema de muralhas duplas, reconstruiu os seus templos e construiu um Zigurate com cerca de 90 metros a que quis chamar de nova Torre de Babel, imitando a outra construída por Nemrod.

Nabucodonosor era um líder cruel. Ele pensou expandir o seu império para SW e iniciou uma campanha militar contra os egípcios, derrotando-os, em Carquemish (actualmente, a cidade de Jerablus), em 605 A.C., cidade situada na fronteira entre a Síria e a Turquia, perto do rio Eufrates, a cerca de 100 kms a NE de Alepo. A sua campanha contra os egípcios teria a sua razão de ser, pois os egípcios mordiam nos calcanhares dos babilónios, bem perto do rio Eufrates e a batalha de Carquemish, deu-se ainda no tempo de Nabopolassar, amigo do Ventor, que devido a doença grave, entregou o comando do seu exército ao seu filho, como seria natural.

Na sequência da batalha de Carquemish, e da derrota egípcia, deu continuidade à sua linha de acção, rumo a SW e conquistou uma boa parte da Cilícia e da Síria, alargando bem o seu território com essas conquistas e, 604 A.C, Jeoiaquim, Rei de Judá, tornou-se seu vassalo mas, logo de seguida acabou por se revoltar.

Os exércitos babilónicos, cercaram Jerusalém em 598, A.C., Jeoiaquim morreu e sucedeu-lhe seu filho, Joaquim, também conhecido por Jeconias, como Rei de Judá que, acabou por se render, voluntariamente mas, juntamente com grande parte dos seus nobres e povo, foi deportado para a Mesopotâmia e essa deportação ficou conhecida como - Cativeiro de Babilónia.

Sucedeu-lhe, no trono de Judá, seu tio Zedequias mas não se entendeu com os babilónios e, apoiado pela sua corte, aliou-se aos egípcios, contra Nabucodonosor II e revoltou-se. Assim, em 587 A.C., Nabucodonosor II manda invadir o reino de Judá, tomando as suas cidades fortificadas e cercou Jerusalém durante 18 meses, acabando por destruir a cidade e o seu Templo.

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A Jerusalém de hoje. A velha Jerusalém, nesta história, foi destruída por Nabucodonosor II

Nabuco, aniquilou os Fenícios, cercou a cidade de Tiro durante 13 anos, de 585 A.C. a 572 A.C., e obteve um poder hegemónico no Oriente Médio, conquistando tudo até ao Mar Mediterrâneo. Porém, a cidade de Tiro, já então com uma poderosa marinha, aguentou-se firme e, as forças de Nabuco foram obrigadas a retirar ao fim de 13 anos de cerco. A famosa cidade de Tiro, defendida por poderosas muralhas, aguentou firme até anos mais tarde sofrer o cerco de Alexandre, o Grande, caindo ao fim de 7 meses de luta, 240 anos depois depois do cerco de Nabuco, perante a intrepidez macedónica.

Mas depois da sua morte e sem sucessor, com a força de Nabucodonosor, os babilónios caem diante dos exércitos persas, em 539 A.C., comandados pelo Rei Ciro II da Pérsia, conhecido na história como Ciro o Grande, que mandou desviar o curso do rio Eufrates para conseguir penetrar na velha cidade de Babilónia».


Caminhadas do Ventor, por Trilhos de Sonhos e de Ralidades, cujas histórias contou ao Quico e o Quico contou-as, para vós, brincando. Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... como o deus nórdico Freyr e o seu javali Gullinbursti, entre outos