Akhenaton, foi o 10º Faraó da XVIII Dinastia, egípcia e governou por cerca de 18 anos.

Conta-nos a História que foi Akhenaton que instituiu o monoteísmo (Moisés, com Jeová ou Javé, aparece cerca de 100 anos depois) e o Ventor falou-me desta façanha do Faraó Akhenaton, mas antes, digo-vos porque o Ventor me conta, também, certas coisas sobre o Egipto Antigo e o Egipto Moderno.

 

 

Entre Mênfis e Tebas, foi mandada construir por Akhenaton, a bela cidade de Akhetaton, que albergava o grande Templo de Aton de tectos abertos para que os seus raios o iluminassem

 

O Ventor conta-me tudo que, depois, eu coloco nas suas "Caminhadas de Sonhos" do  seu passado, mas também me conta do presente. Quando o Ventor regressou de Moçambique, em 1970, conheceu duas pessoas, ainda da família de sua mãe, uma prima chamada Rosa Martins (filha do ti Joaquim Martins, um tio avô do Ventor) e o marido que gostavam de fazer uns cruzeiros pelo mar Mediterrâneo e entre eles, pelo Nilo do Egipto. Foram eles que, enquanto pessoas activas nas caminhadas turísticas da época, lhe falavam das belezas do Mediterrâneo, do Egipto e especialmente, do Nilo e das suas cidades históricas situadas nas suas margens, como Alexandria no Delta, Mênfis, Karnak, Tell el-Amarna, Tebas, Abu Simbel, Assuão (tinha a barragem de Assuão acabado de ser construída), quatro meses depois de o Ventor ter chegado de Moçambique e que desde 1962, o Ventor acompanhou através de revistas, jornais e televisão, a preocupação da Unesco em salvar os 14 (?) monumentos do Vale dos Reis.

 

Desde meados de 70 a 74 (cerca de quatro anos), o Ventor devorou tudo que era História Antiga para, ter no seu disco rígido, arquivos suficientes para falar com as pessoas, a mesma linguagem das alegrias das suas visitas, pelos portos italianos do Mar Mediterrâneo, do mar Egeu, das costas turcas (como Antália) e da grande auto-estrada do Egipto, o rio Nilo. Foi nessa época, e posteriormente, que o Ventor começou a ouvir relatadas por terceiros, extra-livros, as grandes façanhas egípcias, gregas, italianas, turcas, ... Nessa altura, o complemento do trabalho do Ventor, era virar bibliotecas inteiras, especialmente, o Centro Cultural Americano. A História Universal do Liceu, era pouco e tinha de ir mais além, como dizem os algarvios. E, então, prosseguiu:

  

«Nesses tempos, Quico, andava eu a caminhar nas margens do Nilo e encontrei um indivíduo dormindo à sombra de uma palmeira. Ia tocar na sandália dele, com a minha, para o acordar mas ele dormia tão bem que prendi o Antar num arbusto, ao lado da palmeira e sentei-me numa pedra junto desse homem que dormia. A seu lado, ele tinha uma cestinha com tâmaras e eu, com fome e sede, pensei tirar uma, mas desisti. Achei que seria melhor esperar que fosse ele a oferecer-ma.

 

De repete, o homem começou a sonhar e a debater-se com um pesadelo. Acordou, levantou-se e ficou a olhar o seu Aton (o nosso amigo Apolo), a espreitá-lo por entre a ramagem da palmeira. A luz era tão intensa que ele fechou os olhos. Levantou-se e dirigiu-se para junto das águas do Nilo que, naquele sítio, se mostrava muito sereno. O homem ficou a observar a água e, daquele espelho liso, apresentavam-se, brilhando, os raios luminosos de Aton (o nosso Apolo) e o homem não mais retirava os olhos do rio. O Ventor pensou que ele estaria a observar um crocodilo, levantou-se, aproximou-se da água e, o tal homem, ficou com o Ventor junto aos raios de Apolo, também espelhado na água serena do rio.

 

 

Era Aton, cujos templos não eram cobertos por tectos, que iluminava, dentro e fora dos seus templos, todos aqueles que o adoravam, como Deus supremo, no território egípcio

 

O homem assustou-se e, de repente, levantou-se e ficou de pé, muito sério, frente a frente com o Ventor.

O Ventor perguntou-lhe  se estava bem e que estava ele a ver na água. O homem rodou a cabeça, observou o Antar e o arco do Ventor encostado à palmeira, apercebendo-se que, da parte do Ventor, não haveria qualquer perigo.

De repente, passou sobre nós um falcão e, aquele homem, franziu o sobrolho, olhou o céu azul e disse: "gosto muito de ti como um animal, companheiro das caminhadas de todos os egípcios e de todos os homens do nosso Planeta Azul e não te vou cortar as asas mas, pelo menos, enquanto eu for vivo, não partilharás mais os espaços dos nossos Templos. Apenas Aton, terá a sua presença!

 

O Ventor ouviu o tal homem e este, voltando-se para o Ventor, disse: "e você, vem de onde? Anda à caça? Estou a ver o seu cavalo preso nos arbustos e o seu arco encostado ao caule da palmeira onde eu dormia. Pertence às gentes dos mares? Como chegou aqui"? O Ventor respondeu-lhe: "cheguei aqui montado no Antar, o meu cavalo e venho desde as nascentes do Nilo, sempre acompanhando o rio. Encontrei-o a dormir e resolvi esperar que acordasse. O Nilo aqui é sereno e a frescura da palmeira é amena. Quase peguei uma das suas tâmaras mas fiquei à espera que acordasse. Conte-me o que se passou com a água do Nilo"?

 

 

O Arco do Ventor era poderoso porque lhe foi oferecido pelo seu amigo Apolo e por isso, saía vitorioso, nas guerras como nas caçadas ao lado de Diana, artemisa ou, ...

 

"Sente-se aqui comigo" - disse o homem - "vá pegando em tâmaras e comendo"! E prosseguiu:

"Tive um sonho e acordei espavorido! Aton mandou-me dirigir à água do Nilo e mal lá cheguei, ele espelhou os seus raios de uma maneira diferente e pediu-me para lhe fazer um Templo, sempre sorrindo! Pediu-me também para contar a minha história ao Ventor, mas eu desconheço o Ventor e nem sei como procurá-lo"!

O Ventor sorriu e disse-lhe: «o Ventor sou eu! Já me está a contar a história do seu sonho»!

 

O homem prostrou-se junto à palmeira, levantou os braços, olhou o disco solar e disse: "louvado seja Aton"! Levantou-se, virou-se para o Ventor e disse: "eu sou Akhenaton, Faraó do Egipto"!

De repente, correndo de norte para sul, junto às águas do Nilo, apareceu uma mulher formosa espantada com o que tinha visto para trás. Akhenaton, virou-se para o Ventor e disse, que aquela mulher era Nefritite, sua esposa.

A mulher gritava que o falcão tinha feito vários voos sobre ela, em circo e que lhe dissera que Akhenaton estava a perder o juízo porque não o queria mais nos templos egípcios. Depois, virou-se para o Ventor, observou-o e, rodando a cabeça sobre aquele pescoço esbelto para Akhenaton, perguntou: "quem é este homem, Akhenaton"?

 

Akhenaton, explicou tudo a Nefritite. O seu sonho, o reflexo de Aton nas águas do Nilo, a presença do Ventor no meio dos seus raios e disse: "estava a pensar pedir ajuda ao Ventor para impor aos egípcios, uma religião monoteista onde apenas Aton permaneça em todos os Templos egípcios. Aton é o único Deus. Ele dá-nos tudo! A luz, as belezas verdes com que alimenta todos os animais e nós, a água que nos mata a sede, o saber, ... tudo!

 

 

Nefritite, tal como os guardas de Akhenaton, ficou surpreendida por encontrar o Ventor conversando com o Faraó mas, a sua beleza e simpatia irradiava a luz que Aton lhe transmitia 

 

Nefritite, estendeu um braço com uma cestinha que tinha junto da cesta de tâmaras com uns bolinhos feitos com farinha do belo trigo egípcio regado com as águas do Nilo e disse: "coma, Ventor"!

 

O Ventor comeu um desses bolinhos, serviu um ao Antar e Nefritite arrumou as coisas que o Ventor ajudou a transportar, cabendo-lhe a cestinha de tâmaras. Por trás de um morro de arbustos e algumas palmeiras, estavam os homens que guardavam o Faraó que ficaram admirados com a presença do Ventor que chegara com o cavalo, junto do Faraó, sem eles se aperceberem. O Faraó estava tão absorto com o sonho sobre Aton que nem se apercebera da ineficácia dos seus guardas. O Faraó e Nefritite chegaram junto de uma tenda de peles de camelo e ... Akhenaton, olhou em redor, voltou a observar Aton brilhando, curvou-se agradecendo-lhe por aquele dia e já Aton começava a descer sobre as dunas que estavam para lá da margem ocidental do Nilo. Voltou-se para o Ventor e disse:

"Ventor, Aton disse-me, no meu sonho que era aqui que devia mandar construir a sua cidade e o seu Templo. Vai chamar-se Akhetaton(o Horizonte de Aton).

 

 

 A família do Faraó louva o Deus Sol - Aton

 

Depois, mandou traçar no chão uns riscos com uma orientação este-oeste, o sentido da caminhada de Aton (ou nosso amigo Apolo). Após a instituição do culto a Aton, Akhenaton, mandou destruir os templos de outros deuses (uns quantos, diz o Ventor), retirou a capital de Tebas (onde era adorado Amon) para Akhetaton onde passou a ser adorado Aton, ficando Akhenaton como Faraó e sumo-sacerdote de todo o Egipto.

 

Disse-me o Ventor que esse sonho de Akhenaton, orientado por Aton, teve origem em curto-circuitos cerebrais, originados por discórdias e lutas intestinas pelo poder, pois quem dominava, de facto, eram os sacerdotes, senhores dos Templos, especialmente em Tebas, com o deus Amon.

Por isso, a cidade de Akhetaton, foi construída a mando de Aton, devido a um sonho. Mais tarde e bem mais perto do nosso tempo, os árabes, passaram a chamar a essa cidade - Tell el-Amarna. Tal como a conhecemos hoje.

 

O resto, eu acho que já vocês sabem.

 

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Nota: hoje, infelizmente para os egipcios, eu não gostaria de levar o Antar, apesar do poder que ele já me demonstrou em vários sonhos. Hoje vejo a coisa muito mal para o povo do Nilo. Espero que o meu amigo Aton faça tudo para que não se trate de nada que o Ventor tem previsto e com muitas probabilidades de se tornar imparável mundo fora. Já são muitos rastilhos! Grécia, Tunísia, Argélia, Egipto, ... e há tanta gente com o rastiho preso numa mão e o fósforo na outra. 

Ajuda Aton!

 

Caminhadas do Ventor, por Trilhos de Sonhos e de Ralidades, cujas histórias contou ao Quico e o Quico contou-as, para vós, brincando. Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... como o porco

Ventor

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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 00:07