Palmira, na Síria é uma cidade antiga que terá nascido durante o neolítico e, segundo rezam os arautos essa cidade era, em tempos, aquilo a que eu me atrevo a chamar uma espécie de entreposto das caravanas da seda. Uma espécie de mala-posta da seda. As caravanas da seda atravessavam toda a Ásia, desde a China e, tinham de atravessar todo o deserto sírio, até esse oásis, que deu lugar a Palmira, ou Tadmor e onde homens e camelos matavam a sede, saídos desse inferno sírio de areia e estepes.

 

 

Mapa da Rota da seda. Foto tirada da Wikipédia de autoria de Shizhao. This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license

 

 

 Foto tirada da Wikipédia da autoria de James Gordon de Los Angels, California. This file is licensed under the Creative Commons Attribution 2.0 Generic license.

 

Os assírios já referenciaram Palmira no início do II milénio antes de Cristo. Posteriormente, com guerras e antiguerras, o oásis de Palmira começou a brotar tudo para crescer como uma cidade e tornar-se num império.

 

Primeiro fez parte do Império Selêucida, um império que surgiu de um dos retalhos originados pela divisão do Império do meu amigo Alexandre Magno. Posteriormente, como não podia deixar de ser, foi integrada no Império Romano que avassalou toda a área em volta do Mediterrâneo.

 

 

Foi assim que a rainha Zenóbia, esposa de Odenato, deitou um último olhar sobre Palmira, segundo a pintura de Herbert Schmaltz

 

Odenato foi rei e imperador. Era de descendência árabe e entrou em guerra com os sassânidas persas. Ficou entrincheirado entre os sassânidas persas e os romanos e, com o tempo, foi assassinado.

 

Sua esposa, Zenóbia, sucedeu-lhe e entrou em conflito com os romanos e, posteriormente, estes destruíram a cidade e massacraram a população. Pelos séculos fora, Palmira foi uma cidade de conflitos, devido à sua posição estratégia, entre o Mediterrâneo e o Eufrates.

 

Mais modernamente, já nos nossos dias, o chamado Daesh, tomou Palmira e destruiu algumas das sua ruínas. Entre elas o Templo de Bel.

 

Uma fotografia da trindade palmirense, da autoria de Emmannuel Pierre, tirada da Wikipédia. Esta obra de arte encontra no museu do Louvre em Paris. A foto representa Malakbel, Baal-Shamin e Aglibol

 

Estes terroristas terão destruído os templos de Bel, de Baal-Shamin, a Estátua do leão de Alat e na sua fuga às forças sírias e ruças, dinamitaram, no domingo passado (fins de Março de 2016), o Arco Monumental do Triunfo de Séptimo Severo, construído entre 193 e 211 AD.

 

 

Arco Monumental de Palmira mandado construir por Séptimo Severo 

Fotografia tirada da Wikipédia da autoria de Bernard Gagnon. This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported, 2.5 Generic, 2.0 Generic and 1.0 Generic license

 

Os Daesh, também já tinham destruído o Leão de Alat. Alat tinha sido uma deusa pré-islâmica de Meca.

 

 

 O leão de Alat, foto tirada da Wikipédia, de autoria de Mappro.

 

Caminhadas do Ventor, por Trilhos de Sonhos e de Ralidades, cujas histórias contou ao Quico e o Quico contou-as, para vós, brincando. Foi sob o Tecto do seu amigo Apolo que aprendeu a conhecer os seus amigos, ... como o porco

Ventor

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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 00:41